Vanessa Fernandes de Lima



Vanessa Fernandes de Lima- Uma goleira artilheira
"Comecei jogando pelo colégio, aliás, o nome escola é para todas as áreas, onde você aprende tudo, no meu caso eu só aperfeiçoei meu futebol, minha vida, meu circulo social e etc." Vanessa Fernandes de Lima.

No dia dos professores, eu tenho o habito de refletir sobre o meu trabalho e meus objetivos em minha disciplina. Estes anos de projeto foram muito gratificantes, considerando os muitos alunos e alunas com quem convivi no desenvolvimento das atividades esportivas. Fico tão satisfeito com os inúmeros relacionamentos profissionais que resolvi contar a você; leitor, um pouquinho das experiências com estas” estrelas “que passaram pelo projeto. Resolvi, contactar antigos alunos pelo Orkut e MSN afim de entrevista-los para que eles contem suas impressões sobre suas passagens pelo colégio, e suas vivências no esporte. Esta foi a forma mais significativa que encontrei para celebrar importante data: O dia do professor.
A primeira entrevista foi feita via email com a aluna Vanessa Fernandes de Lima. Conheci a Vanessa em um torneio inter-classe organizado pelo colégio e logo de cara pudemos perceber inúmeras qualidades naquela atleta. Uma moça de personalidade muito forte que foi capitã de muitas das equipes que ela participou. Dona de um chute potente, sempre fez muitos gols com chutes de longe, principalmente do outro lado da quadra pois por muitas vezes ela jogou como goleira dos times do colégio e fazia muuittoos gols.




Qdo vc participou dos projetos? Qtos anos vc tinha?
R: Comecei no ano de 2003, com 11 anos.



Qtos anos jogou?
R: Fui de 2003 a 2008, 5 anos de Algacyr, 5 anos de projeto.




Onde jogou?
R: Comecei jogando pelo colégio, aliás, o nome escola é para todas as áreas, onde você aprende tudo, no meu caso eu só aperfeiçoei meu futebol, minha vida, meu circulo social e etc. Tive uma passagem de 1 ano pelo Coritiba/Cancun, onde aprendi muito mesmo, FFBA time do bairro, e um jogo apenas pelo Vila Fany.



Alguma vez sofreu alguma derrota no esporte e ela serviu de aprendizagem para uma grande vitoria e o sucesso?
R: Sim, minha maior derrota não foi para nenhum outro time, mas sim ter que interromper o meu sonho por circunstâncias da vida, mas conforme destaquei, INTERROMPIDO, porque um sonho ele dura para a vida toda creio eu.



Quais as dificuldades q tiveram?
R: Tive dificuldades financeiras, falta de apoio, minha família nunca deu credibilidade no meu sonho, sempre tive que buscar sozinha, mas a maior dificuldade foi financeira, não ter dinheiro para as passagens de ônibus e ir até o local dos treinos, ter que abandonar por certo prazo, ficar parada, vendo as meninas que treinavam e jogavam comigo conseguindo uma vaga na Seleção Brasileira de Futebol, essas coisas.



Como superou?
R: Superei com uma nova meta, um novo alvo, um marco zero, se você tem um sonho, tu tens que batalhar, tentar, for até o fim.




Em algum momento achou q não ia superar a fase e os problemas?
R: Sim. Quando todos os problemas se misturam, a única coisa que vêm a sua mente é a voz de fracasso, derrota, não vale a pena, larga mão, isso não é para você, de certo modo atinge, porque ninguém é de ferro, e quando você carrega isso tudo sozinho(a), tu se diz um fracassado, mas na verdade são pedras, obstáculos a serem vencidos.




Vc chegou a achar que não ia valer a pena continuar no projeto? O q te fez continuar?
R: Amor ao futebol. Sempre foi minha vida, pratico esse esporte desde meus 6 anos de idade, eu posso dizer que respirei futebol, aquela coisa de: vamos sair hoje? Não posso, tem jogo! Aquela coisa de tu acordares sabendo que tem jogo, seja pelo time do colégio, time do bairro ou até um clube, tu acordas a mil, entra no espírito da partida, nervosismo, não vendo a hora de estar em quadra/campo.




O que aprendeu?
R: Aprendi a ser humilde, que nem sempre tudo vai ser do meu jeito, aprendi a aceitar a derrota, mas lutar para que isso não aconteça mais, aprendi que sozinha não vou a lugar algum, isso se destaca no trabalho em grupo, você não marca um gol sozinho (a), mas sim com todos os seus companheiros.



Como você usa o aprendizado nos dias de hoje?
R: Trabalhar em grupo, que sozinha não vou a lugar algum. Isso foi um amadurecimento fundamental, para a vida toda.




Vc faria parte do projeto de novo?
R: Com certeza, se pudesse voltar faria sim, e para melhor, para fazer a diferença!




Arrepende-se de algum erro cometido nas atitudes durante o tempo q vc jogava?
R: Arrependo-me de muitas vezes baixar a cabeça, mas como eu disse, não tinha o apoio de ninguém, então era inevitável vamos dizer. Arrependo-me também de discutir com os técnicos, professor Carlo que o diga né professor.. rs.




Por q você parou de jogar?
R: Parei por uma lesão na coxa, tive que fazer um tratamento, mas estou na luta, para voltar a jogar, seja aqui ou lá fora.



Sente falta do trabalho em grupo com objetivos esportivos?
R: Sim, e muito! Tenho boas lembranças!




Existem diferenças ou semelhança entre a vida profissional e os objetivos traçados no esporte?


R: Existe semelhança, quando tu vai a procura de um emprego, sem experiência alguma e é dispensado, é como não passar em um teste de um clube.




Gosto desta passagem histórica: Di Estephano foi um grande jogador argentino que jogou no Real Madri. Ele depois de muito tempo, aposentado ; fez um estátua em sua residência de uma bola e escreveu: Obrigado amiga! O que vc acha desta homenagem?o que ele quis dizer com este símbolo? Vc faria uma estátua a alguém ou alguma coisa?
R: Não sei se faria, ele fez uma homenagem a quem ajudou ele a ganhar a vida, a bola com seu futebol, em forma de agradecimento, legal da parte dele, mas não sei faria, talvez uma tatuagem sei lá...






  • Curriculum esportivo da Vanessa:
    C.E.P.A.M.M. -Algacyr Munhoz Maeder
    Coritiba Futsal /Cancun
    Seletivas da Seleção de Curitiba
    F.F.B.A.
    Vila Fany

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