Claysson Marcelo Arruda




JOCOP´S 2005


Marcelo ( o 4º aluno da direita para esquerda em pé)


Dando seqüência ao projeto de entrevistas, vou publicar agora mais uma feita por email. Esta só poderia ser feita desta forma mesmo, afinal o destaque desta semana mora no outro lado do Oceano Atlântico, na Inglaterra. Nesta troca de email, pudemos lembrar de vários meninos ( que em breve serão aqui entrevistados por este blog) que fizeram parte das equipes formadas por alunos nascidos nos anos 92, 91 e 90, e que jogaram pelo colégio na primeira edição dos renovados JOCOP´S em 2005.


"Coisas que você enfrenta no dia-a-dia, que você aprende com seus próprios erros, ganha mais maturidade, experiência e coragem digamos assim, para tentar de novo".Claysson Marcelo Arruda.

Qtos anos jogou?
Claysson Marcelo: No CEPAMM foi da 5ª até a 8ª serie, se não me engano de 2002 a 2005.

Prof.Carlo: Onde jogou?
Claysson Marcelo: Desde os 7 anos, na escolinha do Paraná Clube, futsal na São Lucas de Paranavaí, no CEPAMM (umas das melhores experiências esportivas da minha vida, não só pelos títulos que nos “90,91 e 92” conquistamos, mas também pelos amigos que fizemos coisas que aprendemos, nas vitorias e nas derrotas durante esses jogos, treinos, momentos que passamos unidos, acordando cedo indo para os jogos, um apoiando ao outro e acima de tudo nos divertindo fazendo a coisa que ate então nos dava maior alegria, que era jogar futebol).

Prof.Carlo: Alguma vez sofreu alguma derrota no esporte e ela serviu de aprendizagem para uma grande vitoria e o sucesso?
Claysson Marcelo:
Sim, claro, foram tantas que fica ate difícil lembrar-se de uma especifica. Não só levando em conta no lado esportivo, mas também nas coisas que você enfrenta no dia-a-dia, que você aprende com seus próprios erros, ganha mais maturidade, experiência e coragem digamos assim, para tentar de novo.

Prof.Carlo: Quais as dificuldades q tiveram?
Claysson Marcelo:
Foi diverso, como treinar no colégio depois das aulas, depois ir andando para casa sozinha por uns 14 quarteirões no escuro e frio. E também tive dificuldades como nervosismo na hora dos jogos que na maioria das vezes me impediam de mostrar meu potencial.

Prof.Carlo: Como superou?
Claysson Marcelo:
Pela conversas que o Prof. Carlo passava antes dos jogos, que nos passava confiança e também com a experiência que ganhamos ao longo da vida. Hoje em dia confesso que hoje em dias não as vejo como “reais dificuldades”, mas coisas que temos que enfrentar na vida, que nos ensinam a ser mais fortes e confiantes no futuro.

Prof.Carlo: Em algum momento achou q não ia superar a fase e os problemas?
Claysson Marcelo:
Sim, inúmeras vezes, tanto nos esportes quanto na minha vida pessoal, como lesão, dificuldades de adaptação, falta de confiança em mim mesmo etc. Tem essa frase que gosto e que faz muito sentido: "Acreditar em si mesmo leva a um destino infinito. Acreditar que você falhou é o fim da sua jornada."

Prof.Carlo: O que aprendeu?
Claysson Marcelo:
Olho para traz e vejo as experiências que tive as boas e as ruins, e como dizem “embora ninguém possa voltar atrás a fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. Então procuro não cometer os erros que fiz no passado e tirar proveito das coisas (leia-se muitas) que aprendi no meu tempo no CEPAMM pelas quais eu sou muito grato. Que servem e servirão ainda mais como um alicerce para minha vida pessoal.

Prof.Carlo: O que aprendeu e se faz uso nos dias de hoje?
Claysson Marcelo:
Aprendi com esse projeto a trabalhar em grupo fazendo parte de um time vencedor.

Prof.Carlo: Vc faria parte do projeto de novo?
Claysson Marcelo:
Sim, com certeza, sem sombra de duvidas, tenho muitas saudades e grandes lembranças, saudades daquela camisa 11.

Prof.Carlo: Arrepende-se de algum erro cometido nas atitudes durante o tempo q vc jogava?
Claysson Marcelo:
Não ter participado e aproveitados mais, naquela época não percebi o quão importante e único era aquela fase na minha vida, hoje em dia tenho saudades.

Prof.Carlo: Sente falta do trabalho em grupo com objetivos esportivos?
Claysson Marcelo:
Sinto falta dos amigos que fiz enquanto jogava por ai, dos professores e do tempo que se passou a não volta mais, se pudesse faria parte do projeto novamente, mas faria questão de aproveitar ao Maximo. Ainda tenho todas as medalhas que ganhamos com o CEPAMM guardadas aqui comigo com carinho.

Prof.Carlo: Existem diferenças ou semelhança entre a vida profissional e os objetivos traçados no esporte?
Claysson Marcelo:
Apesar de serem duas coisas distintas, tem uma grande semelhança que e alcançar os seus objetivos.

Prof.Carlo: Di Estephano foi um grande jogador argentino que jogou no Real Madri. Ele depois de muito tempo aposentado fez um estatua em sua residência de uma bola e escreveu: Obrigado amiga! O que vc acha desta homenagem?O que ele quis com este símbolo? Vc faria uma estatua a alguém ou alguma coisa? Por quê?
Claysson Marcelo:
Acho uma homenagem nobre e bem sensata, levando em conta que a bola (futebol) o fez ser o homem que e, por tudo que ela o proporcionou. De acordo com o dicionário, Homenagem é uma palavra que define retribuição de honra, agradecimento, tornar público com um ato de gratidão algum favor que fora prestado a alguém.
Sendo assim, acho que faria, mas em uma versão de menor proporção, porque afinal de contas não sou nenhum Di Estaphano né, hehe. Levando em conta toda a sua dedicação com os alunos, todo seu esforço em pro do esporte dedicaria essa “homenagem” a ti professor, e gostaria de dizer um sincero muito obrigado por tudo. Toda essa experiência pelo qual passei com você e com meus companheiros de time e amigos da escola vou levar comigo por toda a minha vida, esteja onde eu estiver.

Currículo profissional:
Tenho 18 anos recém completados;
Bom, ainda sou estudante, terminei o ensino fundamental aqui, em Londres, cidade onde vivo já ha quatro anos (como tempo passa rápido). Atualmente estou no meu terceiro e ultimo ano de College (que e tipo uma universidade) no St. Charles Catholic & Sixth Form College onde faco A-levels de: Business, Travel & Tourism e Linguas Modernas. Se Deus quiser, a partir de Setembro do ano que vem, vou para faculdade com um curso relacionado com as matérias que eu faço.
Sou fluente em 3 línguas, minha língua nativa Português, Inglês e Italiano, língua que eu estudei por dois anos enquanto estive aqui, agora estou para começar um curso de espanhol.
Fiz um curso de técnico de futebol para crianças neste verão (por cerca de um mês) com os professores do West Ham e gostei muito por sinal, trabalhar com esse esporte que gosto tanto.
Como estudo 9 horas por dia, não tenho um trabalho fixo, apenas nas ferias ou algo assim quando tenho tempo, já fiz coisas como barman em clubes trabalhou em escritórios, etc. Atualmente (quando tenho tempo) faço alguns trabalhos como tradutor.

Currículo esportivo da época q vc jogava.
Bom, pratiquei esse esporte que tanto amo desde pequeno, mas competir acha que comecei aos 7, 8 anos na escolinha do Paraná Clube, onde lembro que já fui chamado para o time que disputava as competições. Depois joguei na São Lucas Futsal de Paranavaí. Quando voltei para a capital Paranaense joguei no time do CEPAMM por 3 ou 4 anos (uma das épocas que eu mais gostei e tenho ótimas lembranças). Nesse meio termo, acho que quando estava na 7ª serie, nos fizemos um teste na Praça da Liberdade com a equipe do Paraná Clube, que veio avisar os alunos no Algacyr. Acho que tinha uns 200, 300 “pias” lá, e no final nos (Willian, Ru, Filipe e eu) que tínhamos vindo fazer o teste juntos acabamos passando com apenas mais dois outros garotos. Depois de mais ou menos um mês de testes que nos tínhamos feito apos aquela “peneira” o treinador me falou que eu tinha passado e que já ia assinar os papeis depois de um amistoso que ia fazer já com a equipe do Paraná, mas não consegui jogar bem no jogo por muita ansiedade e nervosismo, afinal tinha 13 anos acho, e acabamos perdendo aquele jogo, e eu nunca mais ouvi noticias daqueles treinadores. Fiquei triste, mas aquilo me fez aprender que outras oportunidades viriam, outras portas se abririam, e me deu experiência também, como ha 2 anos atrás, disputei uma final sub-16 com o Leyton Orient FC contra o Fulhan FC ( da Premier Leaugue) em frente de 4000 pessoas e não fiquei nervoso nem por um segundo, apenas desfrutei do momento.
Aqui tive passagens por:
Kensignton FC Sub 15;
Leyton Orient Sub16 (como mencionei acima)
Hendon FC Semi profissional.


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