COI pede provas à emissora britânica que revelou escândalo da Fifa
Gazeta Press
30 de novembro de 2010 às 9:48
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Foto: Sérgio Barzaghi/Gazeta Press
O presidente da CBF se vê, mais uma vez, envolvido em denúncias
O Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou que irá investigar a denúncia da emissora britânica “BBC” de que a Fifa e alguns dirigentes ligados a ela, dentre eles o presidente da Confederação Brasileira de Futebol Ricardo Teixeira, teriam recebido propina de uma empresa suíça nos anos 1990.
A entidade pediu que a emissora exibisse provas do caso que revelou nesta segunda-feira. De acordo com a publicação, mais de US$ 100 milhões (R$ 180 milhões) teriam sido repassados aos dirigentes ligados à Fifa em direitos de transmissão de partidas e ações de marketing.
“O COI tomou nota das acusações feitas pelo programa Panorama, da BBC, irá questionar aos produtores do mesmo alguma evidência dos fatos revelados. Não toleramos a corrupção e isso refletirá diretamente no nosso Conselho de Ética”, afirmou a entidade, em comunicado oficial.
O curioso é que um dos envolvidos no caso é o presidente da Confedereção Africana de Futebol, Issa Hayatou, que também é membro do COI. Outro envolvido é Nicolas Leoz, que preside a Conmebol. Todos eles fazem parte do Conselho da Fifa que irá escolher, na próxima quinta-feira, as sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. Alguns dirigentes comprovadamente corruptos foram afastados do pleito, mas não da entidade.
Entenda o caso – A BBC revelou que o presidente da CBF e mais dirigentes de entidades ligadas à Fifa receberam dinheiro da empresa suíça ISL, que esteve no Brasil no início dos anos 2000 e realizou parcerias de investimento com o Flamengo e o Grêmio, antes de falir anos depois.
Segundo a emissora britânica, a empresa pagou a Teixeira cerca de 9,5 milhões de dólares (R$ 17 milhões) entre agosto de 1992 e novembro de 1997. O pagamento teria sido feito em 21 parcelas, cada um deles a uma empresa fantasma. A TV inglesa conseguiu, ainda, um documento onde constam recibos de 175 pagamentos a dirigentes da Fifa.
Parte dos pagamentos iria ao mandatário da entidade máxima do futebol brasileiro, que recebeu através da empresa Sanud – investigada em 2001 pela CPI da CBF/Nike. A Conmebol se enquadra na mesma situação, sendo utilizada para receber os recursos da empresa suíça. O Ministério Público de Zurique também prometeu investigar o caso.

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